Parecia que não tinha dia vozes e silêncio da prisão 1ª edição
Sobre o Livro
Este livro nasce de um lugar muito específico: a autora não pesquisa “os outros”, ela pesquisa aqueles que lhe foram próximos. Filha de cabeleireira e padeiro, crescida nas ruas de terra de Uvaranas, em Ponta Grossa, ela conhece por dentro a realidade que muitos pesquisadores só enxergam de fora. Esse pertencimento não é detalhe biográfico: é uma epistemologia. É o que permite que ela transite com naturalidade por espaços que seriam inacessíveis a outros pesquisadores, que seja recebida nas casas, que conquiste a confiança necessária para que histórias tão dolorosas sejam compartilhadas. A pesquisadora viu amigos de infância atravessarem as portas do sistema prisional. Conhece o cheiro das vilas, o peso das ausências, a força que brota das margens. A universidade pública cumpre seu papel mais nobre quando forma intelectuais como ela, que levam de volta para suas comunidades o conhecimento que ali construíram, e que transformam suas vivências em saber rigoroso, reconhecido, legitimado. (Robson Laverdi)
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