A comunidade errante: ensaios de literatura e exílio 1ª edição
Sobre o Livro
De acordo com os organizadores, "este livro nasce de um chamamento a um grupo de pesquisadores da área de literatura a pensar sobre a relação desta com o exílio. Os textos geridos antes da pandemia do COVID-19 que nos encerra na solidão das nossas próprias casas/corpos, amparados pelo medo expresso em movimentos repetitivos de auto-higienização e distanciamento, parecem responder a um desejo que se revela atualmente ainda mais interditado: o desejo de abertura, ensaio e experimentação que sempre fora ativado justamente no espaço da ausência do corpo biológico, no corpo de palavras errantes – ou o que Maurice Blanchot conceituou como espaço literário, lugar possível de experimentação radical, onde a fala não parte do corpo para alcançar outro corpo, ela não interpela o outro, mas esta fala é a morte ainda ensejando um tomar-corpo, o vir-a-ser, um viver outro. E em nosso contexto atual, de intensa transformação, incerteza, dificuldade de imaginação do futuro, de sonhos, a literatura parece retomar seu lugar profético, notadamente quando anuncia os perigos do passado, ou de um ainda por vir, ou quando sussurra um possível diante da fatalidade da existência".
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